Editoração de teses e dissertações

1. A norma editorial, ao fim e ao cabo, é sempre a interpretação que a pessoa responsável pela edição do texto faz: quando se trata de uma tese, primeiro a norma tem que ser o que o orientador pensa ela seja; depois, é necessário que o texto esteja de acordo com o que alguma bibliotecária deseja ver; por fim, é necessário que o volume esteja de acordo com a interpretação da pessoa encarregada de receber o trabalho!
2. De modo mais abrangente, a editoração, no mundo acadêmico das teses, dissertações e artigos, refere-se ao conjunto de operações necessárias para que o manuscrito (assim se diz, mesmo se é um documento escrito o computador) esteja apto à publicação (em sentido lato: apresentado ao público), quer seja o depósito para a defesa, a submissão a um periódico, sua transformação em livro ou adaptação a quaisquer mídias: a editoração também se aplica a textos publicados em CD-ROM, ou site.
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3. No entanto, essa ideia está muito longe da realidade e as empresas e instituições de ensino mais exigentes no que respeita à edição ou publicação de textos, como é o caso das universidades, não prescindem do trabalho de profissionais que, com alguma frequência, detectam lapsos ou discrepâncias que os próprios autores dos textos não detectam em sucessivas leituras.
4. A editoração de textos acadêmicos, notadamente a dos mais longos, deve envolver cuidadosa revisão e formatação do material antes de sua defesa e publicação, implicando em inúmeras alterações ou sugestões para aperfeiçoar o produto e sua apresentação gráfica.
5. O trabalho do revisor pode passar por diversas fases: a marcação técnica, durante a qual o revisor lê o documento original e inclui diversas indicações de teor gráfico e linguístico de forma a preparar o trabalho para a fotocomposição, a leitura das provas, quando o texto composto é lido e comparado ao original, a contraprova, em que se verifica se as emendas decorrentes da leitura foram corretamente introduzidas, e a verificação da paginação.
6. Os padrões de ITA cobrem os estágios editoriais geralmente reconhecidos (formatação primária, revisão primária, formatação do texto, segunda leitura…) que começam quando o material está mais ou menos completo e terminam quando está pronto para publicação (defesa, submissão).
7. Listamos as principais normas de procedimento – o conhecimento, habilidades e práticas mais comumente necessárias à editoração de textos acadêmicos e que são nossos referenciais.
8. Apontamos ainda que, além dos estilos canônicos, há diversos estilos correspondentes e específicos para incontáveis publicações (diferentes revistas científicas, sites e outras mídias), bem como estilos acadêmicos – notadamente para dissertações, teses e mesmo trabalhos de conclusão de curso que variam inclusive de um programa para outro dentro da mesma instituição.
9. Sempre ficamos impressionados com o fato de que normas editoriais, que se destinam a dar elegância ao texto, na maior parte dos trabalhos são apresentadas com desleixo, com um layout áspero e duro de ler, com a programação visual arcaica e simplória – sempre como obstáculos para obtenção de informação pelo leitor.
10. Profissionais de edição que são os revisores de textos, eles que preparam, corrigem e verificam os escritos que se destinam a publicação, em suporte físico ou eletrônico, e que tomam parte de um diversificado leque de trabalhos que pode ir desde a obra literária até textos científicos, cada um com as suas particularidades e exigências.
11. A editoração são as fases de trabalho que não exigem “cultura”, a edição está ligada ao otium e a editoração ligada ao negotium – para fazer uma referência medieval.
12. Na pesquisa sociológica o “ator” não é aquele que representa um personagem, mas aquele que exerce um papel ativo em determinado contexto. O revisor é um ator no casting de toda edição e editoração.

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