Escrita e revisão de textos

1. O revisor é aquele detalhista, que observa as vírgulas e acentos, que durante anos foi sempre bastante atento aos textos, que não lê um livro em paz por causa de erros de digitação, erros gramaticais, repetições e problemas de tradução.
2. Antes de mostrar o que propicia a textualização e a possibilidade de contribuição do revisor na construção de textos longos (as teses e dissertações estão dentre os textos mais complexos), vamos apresentar os níveis de organização do texto, depois expor a teoria de recursos, teoria para entender as dificuldades com a escrita.
Todas as etapas da dissertação de mestrado, do rascunho à revisão, são feitas no computador.
Um texto limpo agrada
 ao leitor e atrai sua boa
vontade ao conteúdo.
3. Os autores, bem como seus colaboradores, passam os olhos milhares de vezes sobre o mesmo texto e conhecem o conteúdo que está sendo apresentado ali; quanto ao texto propriamente, frequentemente, autor e coautor não veem mais nada, depois de tantas releituras.
4. Nós, profissionais de revisão, chamamos o serviço de aperfeiçoamentos que o autor faz em seu texto de reescrita, por esse trabalho ser bem distinto do nosso, outro termo a que recorremos é ITP: não há diferença de sentido entre os dois termos para nós.
5. O processo de revisar o texto para muitos é cansativo, monótono… e caro! Mas, se todos soubessem a importância que existe na ITA, fariam sempre, e fariam com um revisor profissional experiente.

6. Quanto mais os revisores investirem na análise da estrutura do gênero textual em tela e de sua sequência prototípica, bem como na atenção a ser dispensada aos aspectos pragmáticos e enunciativos exigidos para o uso do gênero, mais eles observarão o quanto os modelos canônicos interferiram nos processos da escrita, em particular, e interferirão no processo de revisão.
7. A gramática da língua portuguesa, para um escritor, blogueiro, redator ou estudante que tenha o português como língua materna é a bagagem, são as informações dos recursos da língua que já estão assimilados e inconscientemente são acessados pela memória – assim deveria ser, pelo menos, mas sabemos que a realidade é diferente.
8. O trabalho para publicar é sempre complexo e exigente, nem sempre uma considerável redução do tempo e trabalho é alcançada com novas tecnologias na edição de artigos; os avanços tecnológicos geram qualidade e eficiência no processo editorial, mas não substituem em nenhum momento os processos intelectuais dos cérebros por trás do processo de edição: o revisor, o editor, o diagramador em colaboração estreita.
9. A partir das três características que formam um gênero, condições específicas, estilo e construção composicional, afirma-se que o estudo da natureza do enunciado e da diversidade dos gêneros nas diferentes esferas da atividade humana são fundamentais para os estudos da área de linguística, porque o trabalho de pesquisa com um material linguístico concreto lida com enunciados concretos que se relacionam às diferentes esferas da atividade e da comunicação.
10. Todo revisor de textos é um pouco maníaco ao ler, procura erro de digitação, observa cada detalhe do texto e vê desvios sutis da norma, imperceptíveis a olhos menos treinados, também, fica horrorizado se um romance contém um erro significativo, mesmo que não tire os méritos do resto da história.
11. O significado atribuído ao termo coerência textual tem relação com outros dois aspectos fundamentais da textualidade: a consistência e coesão, observando que ele é usado em linguística com diferentes significados. A revisão do texto é mecanismo essencial para alcançar qualidade na comunicação científica.
12. A revisão não é algo espontâneo, é etapa posterior ou concomitante a ser levada a cabo por profissional que supere as questões metalinguísticas que não devem ser o foco do autor, alguém que tome o texto como objeto de operações cognitivas, não como mídia – não como suporte secundário aos conteúdos nele manifestos.

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