Propedêutica da revisão de textos

1. Quando se tenta definir a revisão listando todas as tarefas da disciplina: melhorar a terminologia, clarear passagens, melhorar as construções, ajustar a carga emocional do TO, garantir a coerência, assegurar ortografia, gramática e registro, consistência de gênero, fica bem clara a distinção entre a correção e ITA e parece que o revisor é um pouco de tudo, geralmente sendo mais que o autor tem conhecimento que ele é.
2. Revisão monolíngue é a interferência visando garantir a qualidade informativa e linguística (conteúdo e forma) do TO ou apresentado como tal, distinguindo-a da revisão bilíngue, que é o de fazer o mesmo trabalho para os textos traduzidos.
O revisor defende seu texto, você vai defender sua dissertação.
Tese sem revisão profissional
 é um risco desnecessário.
3. A revisão do texto é a análise criteriosa do que está escrito para sanar eventuais problemas (de digitação, ortografia, coerência…) e tornar o texto não só correto, mas também limpo, uniforme e mais agradável de ler.
4. Como outras práticas, o ato de ITA pode ser aceitável somente se está bem estabelecido que a revisão não seja resultado de julgamento intuitivo ou subjetivo pelo revisor.
5. Para nós, revisores, a satisfação do cliente é prova de sucesso da revisão que fazemos do texto, mas não é medida suficiente da qualidade do serviço.
6. Reler algo por quem o escreveu – depois de escrito e dado por concluído – bem como tarefa enfadonha, pode revelar-se contraproducente, porque resulta em texto pouco fluente, truncado pelas informações que o autor tem na memória, as sombras do conhecimento, e as que foram apresentadas, impedindo de se ver mesmo o erro mais grave que está lá, bem à vista do autor.
7. Destacam-se as diferenças entre a correção, a revisão e ITP implementadas para garantir que a qualidade do texto se torne mais aceitável.
8. A ITA é mais que limpeza muito profunda para dar rigor formal de um texto, também é reordenação de ideias, palavras e dados – bem como verificação acurada da ordem apresentada.
9. Muitos autores se referem a revisão no sentido amplo do termo: não se limitando a um ou outro corte e envolvendo textos originais.
10. Escrito o discurso, o artigo, a tese e expressos os pensamentos, as ideias ou conceitos, a parte mais difícil está feita, mas o trabalho não está terminado – nem é você que deve modificar o texto de novo! Há agora um passo fundamental a ser dado: revisar.
11. Mesmo que o texto tenha sido lido e relido, escrito e reescrito, tanto pelo autor quanto por outras pessoas envolvidas – e até mesmo por causa de tais múltiplas reescrituras e leituras que causam o saturamento das imagens das frases, o escritor passa a não ver mais os problemas existentes.
12. Embora pareça ser um conceito simples e claro, atingir excelência na revisão de textos não é fácil, assim como relacionar que características deve possuir a revisão de textos eficiente também não é simples.

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