Revisão de textos: haliêutica e torêutica

1. A evolução tecnológica que impactou as práticas da ITA trouxe de volta antigas demandas feitas ao revisor: cultura geral e conhecimento de áreas para além da norma-padrão: a linguística textual e suas teorias de tipos e de gêneros cada vez mais inovadores e híbridos; a sociolinguística e estudos das variações linguísticas; as tecnologias da informação e possibilidades de comunicação virtual, rápida, híbrida, predominantemente imagética e de longo alcance; a análise do discurso crítica e a teoria da semiótica social da multimodalidade.
A tese bem revisada evita problemas na defesa.
A formatação profissional
da tese garante qualidade.
2. A ITA é sequências de leituras e interferências feitas no arquivo eletrônico do original e compreende a conferência de extensa de lista checagem: uso de pessoa gramatical, imperativos, tempos e modos verbais, elementos anafóricos e catafóricos, o papel de agente ou de paciente da ação verbal, coerência textual, concisão, estilo – mencionando apenas alguns aspectos.
3. A revisão é o momento que demonstra a vitalidade do processo construtivo, uma vez que revisor (leitor) e escritor dialogam a respeito da obra para obter melhor compreensão, resultando no aperfeiçoamento do texto como mídia entre os sujeitos comunicantes.
4. No projeto acadêmico de um artigo científico ou resenha de um livro, até as últimas teses da hierarquia universitária, um revisor intercede quando o texto todo está concluído, isso lhe dá mais flexibilidade em seu trabalho, otimiza o tempo e agrega qualidade pela uniformidade de critérios e pela compreensão da macroestrutura textual.
5. Descreveremos aqui o modelo ideal do processo de revisão, com breve aceno para as características do texto técnico e científico, apresentando, em seguida, classificações usadas para categorizar as revisões feitas nos textos acadêmicos e científicos, com base em vários tipos de revisão realizados.
6. A principal razão para as dificuldades da revisão jurídica reside nos campos léxico e semântico, bem como na pragmática textual específica; não são problemas tão somente relativos aos termos, mas abarcam os conceitos que são próprios de alguns sistemas ou campos gnosiológicos.
7. Os revisores também fazem uso de gramáticas, dicionários e têm o precioso auxílio da internet, onde é possível verificar questões de usos da língua mais dinâmicas que nas obras de consulta impressas; sempre que possível, faz-se consulta ao autor ou outra pessoa competente; a consulta ao dicionário é a mais constante, sobretudo quando surgem vocábulos desconhecidos.
8. As três operações do processo de revisão (exame, diagnóstico, interferência) são igualmente importantes para o sucesso da revisão. Elas estão também intimamente relacionadas entre si.
9. A revisão profissional e especializada do texto já é considerada tarefa essencial para assegurar a qualidade textual compatível aos serviços prestados pelas empresas tecnológicas ou seus produtos, bem como para garantir a qualidade das teses e dissertações, correspondendo o texto a seu valor científico.
10. Sempre é bom lembrar que, nesse contexto da atividade de ITA, quando nos referimos a revisão especializada, o revisor é especialista em um gênero de texto – não no conteúdo material que o texto apresenta.
11. Para o revisor tradicional, a revisão de um texto escrito é tanto um hábito mental quanto a aplicação de um conjunto de técnicas reais: os anos de escola devem (ou deveriam) ensinar as bases linguísticas necessárias à produção e edição, escrever ou revisar um texto, simultaneamente.
12. A necessidade da revisão é tão evidente que vamos nos limitar a apresentar o trabalho em si, no que precede a preparação dos textos para análise automática por ferramentas de análise linguística (etiquetador morfológico e analisador sintático).

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