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O revisor de textos não pode falhar

Sem erros na tese e na dissertação!

Finalmente, depois de descrever as virtudes, habilidades e tarefas dos revisores, suas falhas e possíveis erros também precisam ser mencionados.

Evidentemente, a revisão não serve a sua finalidade pretendida se, como resultado das correções, o texto-alvo for impreciso em relação a seu conteúdo, ou se estiver estilisticamente e gramaticalmente incorreto, se houver desvio do sentido do original ou do pretendido pelo autor e ainda se ele estiver difícil de processar para o destinatário. Isso pode acontecer se os revisores não corrigirem os erros gramaticais, se não fizerem a aferição estilística necessária ou se adicionarem mais erros no que diz respeito ao conteúdo e formatação do texto. A revisão também não serve a sua finalidade se os revisores modificarem o texto em vez de verificá-lo e corrigi-lo como devem, se fazem trabalhos desnecessários e perdem tempo e energia além da conta.
O revisor defende seu texto, você vai defender sua dissertação.

Revisamos teses e dissertações com máxima atenção para que não ocorram erros.

Isso geralmente acontece com os revisores que não sabem bem qual é sua tarefa. Os revisores também podem ser responsabilizados se não seguirem as diretrizes estipuladas para sua atribuição, se perderem o prazo ou se dificultarem a cooperação entre os participantes do processo de produção do texto. Os revisores estão, naturalmente, longe de serem infalíveis: não estão envolvidos no processo por causa de seu conhecimento superior entre os profissionais de editoração. Eles simplesmente usam outras competências, tomam decisões conscientes e empregam métodos pré-definidos enquanto verificam e aperfeiçoam o texto. Eles precisam de avaliação para seu desenvolvimento profissional, no entanto, na maioria dos casos, eles só recebem feedback dos autores e dos editores se subsistirem problemas com o texto revisado – porque, no processo de redação e editoração, normalmente, ninguém mais verifica o texto depois de terminar de trabalhar nele. Embora, na maioria dos casos, a revisão ocorra sem consulta ao autor, cooperar com ele pode contribuir também para o desenvolvimento profissional do revisor. Fornecer e aceitar feedback com base em argumentos conscientes, bem como indicar normas linguísticas aplicáveis, em vez de sentimentos instintivos serve, para o avanço profissional de ambas as partes. A consulta recíproca ajuda na detecção de erros e previne modificações desnecessárias e fúteis por parte do revisor. É importante ter em mente que autores e revisores não são inimigos empenhados em arrasar o trabalho um do outro. Pelo contrário, eles têm um objetivo comum: entregar um texto perfeito e de alta qualidade para a publicação.
Diante do exposto, pode-se estabelecer que os autores não possuem necessariamente a competência necessária para a revisão, de fato, pesquisas futuras podem demonstrar que os revisores não são necessariamente excelentes autores. O trabalho de autores e revisores é regido por diferentes competências, que podem se sobrepor em alguns casos, dependendo da tarefa dada ao mediador linguístico. A competência de revisão não é habilidade inata, mas um conjunto de habilidades adquiridas, aprendidas e que requerem desenvolvimento contínuo e contíguo. Um dos elementos da competência de revisão é que os revisores interfiram nos textos seguindo princípios específicos, e todos os aspectos de seu trabalho são permeados pela consciência profissional e embasamento linguístico. Os revisores sabem quais parâmetros levar em conta e sabem qual método empregar para esse fim. Eles podem justificar suas decisões, e, como não confiam em seus instintos, podem dar feedback objetivo e construtivo sobre o texto que revisam. Dito isto, eles são capazes de admitir seus próprios erros a fim de garantir que o resultado do processo de revisão tenha excelente qualidade.

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