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Processos da formação do revisor de textos

A formação do revisor de textos

Vários objetivos estão associados ao ensino da revisão. Antes de tudo, na formação como revisores, os alunos devem receber a noção de retrospectiva, entendida como o duplo fato de que a revisão é separada do processo cognitivo de escrita e que o revisor se apresenta como o primeiro leitor do texto. 

Aqui garantimos aperfeiçoar sua tese.

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No papel ficto de destinatário privilegiado, o revisor representa mais o público-alvo do que personifica a autoridade competente: a figura nefanda do policial do texto. Procuraremos demonstrar neste tópico o modo pelo qual a teoria fundamenta a revisão profissional portanto, deve integrar a formação do revisor. Há questionamento feitos por revisores profissionais e, às vezes, até por empregadores, quanto à importância da teoria da revisão, do ensino da revisão e de sua prática; infelizmente, devemos apontar que esses questionamentos advêm de pessoas completamente alheias aos modernos conceitos de revisão. Apesar dos esforços já realizados e das numerosas discussões em torno da contribuição do ensino teórico para os programas de revisão, os serviços de revisão, em todos os lugares, continuam ignorando essa questão, ignorando o real papel da teoria em seu trabalho.
  1. Há conhecimentos e habilidades necessários para que se possa transferir a experiência de revisão com sucesso, de forma motivadora, ajudando estudantes a desenvolver as competências básicas do revisor e a funcionar bem no mercado da revisão.
  2. Para garantir a formação teórica mais eficiente e orientada à prática, a relação entre formadores e alunos deve ser reconsiderada e remodelada em parâmetros de atividade cooperativa, a revisão colegiada, dos trabalhos feitos em equipe.
  3. A gestão passo a passo dos processos, em sucessivas etapas ou “camadas”, pode sugerir que jovens revisores, só podem alcançar performances satisfatórias combinando a base cognitiva de linguística à formação metódica e linear.
  4. Tarefas reais são adequadas ao uso no treinamento de revisores e formam uma ponte entre teoria e prática.
  5. A parte prática da formação do revisor é o processo de revisão, permitindo aos alunos revisar em base regular, com a oportunidade de discutir as soluções e obter feedback constante sobre o trabalho a partir do formador.
  6. O currículo dialógico procura ser um sistema mais bem integrado, incidindo no que acontece durante a execução do programa de formação do revisor.
  7. Há diferença significativa entre as revisões feitas sob a supervisão do revisor sênior, atuando como professor, e a prática de revisores profissionais no mundo real.
  8. Os aprendizes de revisão atuam sob escudo protetor do supervisor, já que é o revisor sênior que assume a responsabilidade pela qualidade do texto revisado.
  9. O modelo cognitivo de sugere que o revisor cria um modelo mental do evento de revisão, consistindo das informações verbais fornecidas pelo texto, bem como das informações que o revisor coleta.
  10. Contratos autênticos estão já sendo praticados em todo o mundo, por causa da mudança de quadro teórico ocorrida nos círculos de revisores.
  11. A experiência em formação adquirida nos últimos anos nos leva a preferir treinar revisores que estejam cursando entre o terceiro e o sexto períodos da graduação e suprirmos a efetiva falta inicial de ferramentas teóricas.
  12. Boas relações com os colegas são sempre cruciais: o instrutor de revisão faz parte da equipe em sua instituição de trabalho como revisor e deverá ser capaz de cooperar com os revisores em formação e com os outros formadores.

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