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Perfil de um bom revisor profissional

Perfil do revisor profissional.

O revisor deve ter senso de comunicação e mente aberta, bem como ser excelente leitor e ouvinte, paciente e seguro.

Em primeiro lugar, o revisor deve ter sólida formação linguística, capacidade de identificar e interferir segundo o gênero do escrito em tela, competência textual e editorial, proficiência em pesquisa, capacidade de aquisição e processamento de informações, bagagem cultural, bem como treinamento técnico-procedimental. O que o diferencia do autor – quanto à habilitação – é sua experiência no campo da textualidade, o domínio da mídia. O revisor deve ser alguém com a experiência necessária nos gêneros textuais envolvidos e que tenha os talentos necessários, um conjunto de qualidades específicas do revisor que tentaremos examinar com mais detalhes.
Toda boa tese merece revisão na Keimelion.
O revisor trabalha sempre em conjunto com o autor.
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  1. A revisão completa consiste em observar todos os mais diversos aspectos da textualidade e fazer as requeridas interferências – na verdade, não vemos sentido em outro tipo de revisão.
  2. Na proposição da análise componente, o procedimento de revisão mais “preciso” exclui a cultura e destaca a mensagem, entretanto isso é uma balela: com o conceito de cultura com que o revisor trabalha, segundo nosso entendimento, isso não se aplica; a importância do processo de revisão na comunicação inviabiliza esse procedimento.
  3. Os diversos parâmetros funcionais que a revisão da literatura sobre o trabalho dos revisores profissionais identificou são o contrato (mandato, ordem de serviço) de revisão, o documento a ser revisado, o ambiente (social, cultural, físico) do trabalho do revisor e mesmo do autor.
  4. Importa considerar não apenas a cultura expressa no original, mas também o impacto da mensagem pretendida pelo autor do documento original, quando ele já estiver revisado, sobre o leitor; portanto, não se trata de neutralizar a transferência cultural, como se isso fosse possível ou desejável.
  5. A revisão pode levar mais tempo se o assunto não for de interesse do revisor – mas o contrário também ocorre: um revisor pode trabalhar um pouco mais rápido e talvez fazer um pouco menos interferências no documento pelo qual não tenha simpatia.
  6. Mesmo em se tratando de texto destinado a “um leitor educado e de classe média”, com conhecimento dos aspectos culturais implicados, os problemas para revisar tal texto não são apenas de caráter puramente léxico ou, sintático.
  7. A maioria dos novos problemas introduzidos no texto pelo processo de revisão são causados por mudanças desnecessárias e injustificáveis pelo revisor.
  8. Gestos e hábitos são frequentemente descritos em linguagem não verbal, mas podem constituir intercorrência em escritos submetidos a revisão, tanto se apresentem explícita quanto implicitamente.
  9. A adequação cultural da mensagem, preserva a intenção formal do autor, a forma e o conteúdo são mantidos o mais fiéis possível à intenção comunicativa (e cultural) do autor e o leitor será capaz de entender o máximo que puder do que o autor pretendia transmitir.
  10. A compreensão da cognição em relação à revisão ainda é incipiente, pretendemos apenas apresentar algumas características cognitivas do revisor.
  11. Diversos estudos da revisão nos contextos da tradutologia e do letramento, bem como alguns teóricos da revisão de textos propriamente, enfocam a relação entre a atividade do revisor e a memória de trabalho, destacando, em especial, o custo do processamento decorrente dos problemas a serem corrigidos.
  12. Ao considerar as implicações culturais para a revisão, deve-se considerar o quanto o revisor explica ou completa tais lacuna de informações; com base nas conclusões alcançadas sobre o leitor ideal.

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